Rio Negro já teve sinaleiros; veja fotos e relembre

Nos anos 70, 80 e 90 a cidade de Rio Negro-PR ainda possuía sinaleiros no Centro e também na região do bairro Campo do Gado. E não eram poucos, pois observando fotos históricas é possível identificar pelo menos seis semáforos. Na Rua Vicente Machado, por exemplo, os semáforos foram removidos quando houve a construção do calçadão, em 1994.

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Eu nasci em 1988, então quando eu era criança ainda tinha sinaleiro no Centro de Rio Negro. Mas “ir para a cidade” era como uma “viagem espacial” para mim naquele tempo. Morávamos no bairro Bom Jesus e por não possuirmos um veículo, raramente íamos ao Centro. Então eu tenho pouca recordação de como era o movimento na cidade com os sinaleiros. Mas eu conversei com algumas pessoas que utilizaram os semáforos na época. Fiquei curioso sobre o motivo de haver sinaleiros quando não havia tantos veículos.

A justificativa que praticamente todos me deram é: como não havia tantos carros, os sinaleiros organizavam o trânsito sem causar grandes engarrafamentos e estresse nos motoristas. Ninguém reclamava por ficar parado um tempo na esquina.

É fato que atualmente com um número grande de veículos nas ruas e com a correria do dia a dia, além de organizar o trânsito os sinaleiros também geram estresse aos motoristas e até acidentes às vezes, quando há falhas técnicas no sincronismo.

Nos dias atuais, com a frota de veículos bem maior, não há nenhum sinaleiro em Rio Negro. Até houve alguns projetos na Câmara de Vereadores para a implantação em alguns pontos da cidade, mas não teve prosseguimento.

Na minha singela opinião: não precisa de semáforos em Rio Negro. Alguns ajustes no trânsito são sempre necessários, penso eu, principalmente com relação às rotatórias, mas semáforo não é preciso (pelo menos não ainda). E você, qual a sua opinião sobre isso? Não deixe de enviar o seu comentário.

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Em julho de 2021, segundo os dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), o número total de veículos em Rio Negro é de 23.549. Em Mafra – que possui e realmente precisa de sinaleiros atualmente – há 43.801 veículos, somando uma frota total de 67.350 veículos que circulam no trânsito de Riomafra, fora os veículos de outras cidades que por aqui passam.

QUANTO CUSTAVA UM CARRO NOS ANOS 90?

Antes de o Plano Real ser instituído no Brasil no dia 1 de julho de 1994, era comum que alguns carros usados fossem mais caros que os zero-quilômetro. Isso por causa da hiperinflação, que chegou a passar de 2.700% em 1993. Se uma pessoa fosse até uma concessionária para comprar um carro novo, levava o seu antigo como parte do pagamento e ainda recebia um troco. Com o lançamento da moeda Real, além de reverter esse cenário, também foi possível impulsionar a venda de automóveis e atrair novos fabricantes para o país.

Mas nos anos 90, possuir um carro ainda era um sonho distante para a maioria das pessoas, mesmo com as ações de incentivo do Governo Federal na época.

Em 1993, o então presidente Itamar Franco assinou o protocolo do “Carro Popular”, que reduzia o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para simbólico 0,1% para os modelos equipados com motor 1.0, com exceção dos carros Fusca e Kombi da Volkswagen e o Chevette da Chevrolet, que eram equipados com motor 1.6.

Com o benefício da redução do IPI, em 1994 o Fusca 1600, que foi “ressuscitado” pelo presidente Itamar Franco, tornou-se o carro mais barato do Brasil com o preço de R$ 6.743.

Além do “Fuscão”, os carros mais baratos na época eram o Gol 1000 (R$ 7.243), o Fiat Uno Mille Electronic (R$ 7.254), o Chevrolet Corsa 1.0 (R$ 7.350) e o Ford Escort Hobby 1.0 (R$ 7.386). Eram modelos bem básicos.

Olhando assim nos dias atuais, fica parecendo que eram carros bem baratos, mas o salário mínimo em 1994 era de R$ 70,00. Portanto, para comprar um Fusca na época era preciso economizar 96 salários mínimos. Era uma missão bem difícil para a maioria das pessoas.

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